Aplicativos, canais eletrônicos e telas de terminais de autoatendimento do Banco do Brasil deverão divulgar informações sobre denúncia, medidas protetivas e serviços de atendimento a mulheres em situação de violência. A previsão faz parte de um acordo de cooperação técnica firmado entre o banco e o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG).
A parceria foi estabelecida nesta semana e terá duração de quatro anos. O acordo poderá receber a adesão dos Ministérios Públicos dos estados, do Distrito Federal e da União. Até o momento, participam da iniciativa os Ministérios Públicos de Minas Gerais, São Paulo, Maranhão e Rio Grande do Sul.
Informação e encaminhamento
Entre as prioridades está a divulgação do Ligue 180, canal oficial de atendimento à mulher. O serviço é gratuito, fornece informações sobre direitos e serviços especializados e recebe denúncias de violência contra mulheres.
O acordo também prevê orientação para o acesso à rede pública de proteção. Em situações de emergência e risco imediato, a indicação informada é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
Além da comunicação nos meios digitais e nos terminais de autoatendimento, o banco deverá realizar ações de comunicação institucional e campanhas educativas. A proposta inclui informações sobre sinais de alerta, direitos, medidas protetivas e formas de buscar ajuda.
Atendimento nas agências
Funcionários do Banco do Brasil serão preparados para reconhecer situações de violência e oferecer apoio de forma segura e humanizada. Caso uma mulher procure ajuda em uma agência por estar em situação de risco, os profissionais deverão fornecer orientações e, conforme o caso, encaminhá-la à rede de proteção ou acionar serviços de emergência.
O atendimento deverá seguir os protocolos de segurança e os limites de atuação da instituição. A parceria também prevê cuidados para evitar que a busca por ajuda exponha a mulher a novos riscos e para preservar sua segurança e privacidade.
As ações foram organizadas em quatro eixos: acolhimento e encaminhamento; capacitação institucional; apoio às autoridades, dentro dos limites legais; e campanhas educativas. A execução será acompanhada por grupos técnicos das duas instituições, responsáveis por monitorar as iniciativas e apoiar sua implementação.
Autonomia financeira
O acordo inclui ainda a autonomia financeira entre os elementos considerados importantes para a proteção de mulheres em situação de vulnerabilidade. Nesse eixo, o Banco do Brasil cita o programa Mulheres no Topo, que reúne capacitação, educação empreendedora e orientação para gestão de negócios.
Também são mencionadas linhas de crédito voltadas às mulheres: Giro Mãe Empreendedora, FCO Mulher Empreendedora, Procred 360 Mulheres e Pronaf Mulher. Segundo a proposta apresentada, o acesso a capacitação e recursos financeiros pode contribuir para ampliar a independência econômica e apoiar a reorganização da vida das mulheres.
A iniciativa combina essas ações com informação, acolhimento e encaminhamento para serviços públicos. O objetivo anunciado é fortalecer a prevenção e o enfrentamento da violência contra a mulher e do feminicídio, ampliando o acesso a canais oficiais de ajuda e proteção.
Fonte: Agência Brasil Direitos Humanos.
Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos








