quarta-feira, 21 de outubro de 2026
Brasil

Operação Mulher Segura combina ações preventivas e prisões em 4.253 municípios

Mobilização coordenada pelo Ministério da Justiça contabilizou 57.790 prisões e atendeu 228 mil vítimas em 141 dias; expectativa é retirar 100 mil agressores das ruas até o fim do ano.
Operação Mulher Segura combina ações preventivas e prisões em 4.253 municípios
Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos

A Operação Mulher Segura 2026 alcançou 4.253 municípios brasileiros em 141 dias de atividades voltadas à prevenção e à repressão da violência contra as mulheres. Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a mobilização reuniu forças estaduais e federais, com registro de 57.790 prisões e atendimento a 228 mil vítimas.

A operação teve início em 1º de junho e conta com caráter permanente, segundo as informações divulgadas. Durante as ações, foram empregados 123.878 policiais e 44.906 viaturas em todas as unidades da federação. A estrutura inclui iniciativas de prevenção, visitas preventivas, acompanhamento de mulheres com medidas protetivas e atendimento às vítimas.

Prisões e ocorrências

Entre as detenções contabilizadas, 49.129 ocorreram em flagrante e 8.661 foram realizadas por meio do cumprimento de mandados judiciais. As prisões fazem parte das medidas de responsabilização dos autores de violência, especialmente em situações consideradas de risco de agravamento.

Os registros mais frequentes foram de lesão corporal, com 16.644 ocorrências, e ameaça, com 15.019. Também foram contabilizados 4.949 casos de descumprimento de medidas protetivas de urgência. Outras tipificações somaram 5.165 registros.

Distribuição regional

A Região Sul concentrou 36% das prisões realizadas no período, maior percentual entre as regiões. O Centro-Oeste respondeu por 26%, seguido pelo Sudeste, com 18%, pelo Nordeste, com 15%, e pelo Norte, com 4%.

Na assistência prestada durante as diligências, o Sudeste apresentou a maior proporção de vítimas atendidas, com 33%. A divulgação apresenta os percentuais regionais, mas não informa os números absolutos de prisões e atendimentos correspondentes a cada região. Também não há detalhamento sobre a distribuição dos atendimentos nas demais regiões.

Meta para o fim do ano

O Ministério da Justiça e Segurança Pública estima retirar 100 mil agressores das ruas até o fim do ano. A operação reúne ações de prevenção, proteção e atendimento, além do cumprimento de mandados e de prisões em flagrante.

Entre as medidas previstas estão o acompanhamento de mulheres com medidas protetivas, as visitas preventivas e o encaminhamento de vítimas aos serviços institucionais. Em emergências, a orientação informada é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. A Central de Atendimento à Mulher funciona pelo Ligue 180, pelo WhatsApp (61) 9610-0180, pelo e-mail central180@mulheres.gov.br e por videochamada em Libras.

Também são citados como canais de comunicação a Ouvidoria das Mulheres do Conselho Nacional do Ministério Público, a Procuradoria-Geral Eleitoral, a Ouvidoria Nacional da Mulher do Conselho Nacional de Justiça, a Polícia Federal e o Grupo de Trabalho Mulheres da Defensoria Pública da União.

Fonte: Agência Brasil Direitos Humanos.

Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos