segunda-feira, 5 de outubro de 2026
ELEIÇÕES 2026

De 90 para 109: eleição de 2022 amplia presença feminina na Câmara

A Câmara dos Deputados terá 109 mulheres na próxima legislatura, 19 a mais que na composição atual. O resultado representa crescimento de 21,1% da bancada feminina e faz com que as deputadas ocupem pouco mais de um quinto das cadeiras.
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A eleição de 2022 ampliou a presença de mulheres na Câmara dos Deputados. A próxima legislatura terá 109 deputadas, contra 90 na composição atual. O aumento é de 19 cadeiras e corresponde a um crescimento de 21,1% da bancada feminina.

Mesmo com a expansão, as mulheres continuarão representando uma parcela minoritária do plenário. As deputadas eleitas ocuparão 109 das 513 cadeiras da Câmara, o equivalente a pouco mais de um quinto da composição da Casa.

Mais 19 cadeiras para mulheres

O principal efeito do resultado eleitoral sobre a bancada feminina é a passagem de 90 para 109 integrantes. A diferença de 19 cadeiras altera a presença das mulheres na Câmara a partir da próxima legislatura e representa uma ampliação da participação feminina em relação ao quadro atual.

O crescimento de 21,1% considera a comparação entre o número de deputadas que integram a atual composição e o total de mulheres eleitas para o período seguinte. O dado mostra uma expansão numérica da bancada, sem alterar o fato de que a maior parte das cadeiras continuará ocupada por homens.

A Câmara possui 513 vagas. Com 109 deputadas, a representação feminina ficará em 21,2% do total de cadeiras, aproximadamente. As demais vagas serão ocupadas por deputados.

Maioria do plenário seguirá masculina

A nova composição combina dois movimentos: o aumento do número de mulheres eleitas e a permanência de uma maioria masculina na Câmara. A bancada feminina crescerá, mas ainda não alcançará um quarto das cadeiras da Casa.

Essa proporção ajuda a dimensionar o resultado das urnas. O número de deputadas será maior do que o registrado na legislatura atual, mas as mulheres continuarão correspondendo a cerca de uma em cada cinco cadeiras. A composição geral do plenário, portanto, seguirá marcada pela predominância de homens.

O resultado também significa que a presença feminina terá peso maior na formação da bancada da próxima legislatura. A incorporação de 19 novas cadeiras modifica o tamanho do grupo de deputadas e amplia sua participação no conjunto de parlamentares eleitos.

Como o resultado foi calculado

A comparação parte de dois números: as 90 deputadas que compõem a atual legislatura e as 109 mulheres eleitas para a legislatura seguinte. A diferença entre os totais é de 19 parlamentares.

O crescimento percentual de 21,1% é obtido pela relação entre essas 19 cadeiras adicionais e o tamanho da bancada atual. Já a participação das mulheres no plenário é calculada sobre o total de 513 cadeiras da Câmara. São indicadores diferentes: um mede a variação da bancada feminina; o outro mostra sua parcela na composição da Casa.

Por isso, o crescimento de 21,1% não significa que as mulheres passarão a ocupar 21,1% a mais do plenário em termos absolutos. O percentual se refere à evolução do número de deputadas em relação à bancada atual. Na composição total da Câmara, as 109 eleitas representarão cerca de 21,2% das vagas.

Impacto na próxima legislatura

A presença de 109 deputadas definirá o tamanho da bancada feminina no início da próxima legislatura. O grupo será formado pelas mulheres que conquistaram uma cadeira na eleição de 2022 e terá 19 integrantes a mais do que a bancada existente na composição atual.

O aumento numérico poderá ser observado na distribuição das cadeiras e na participação das deputadas nas atividades parlamentares. A eleição, contudo, não elimina a diferença entre homens e mulheres na composição da Câmara: mesmo com a alta, o grupo feminino permanecerá abaixo da metade do plenário e também abaixo de um quarto das vagas.

O resultado das urnas, portanto, produz uma mudança de escala na bancada feminina, sem inverter a maioria masculina. A próxima legislatura começará com mais mulheres entre os 513 deputados, mas com uma relação ainda desigual entre os gêneros.

Um avanço concentrado na composição da bancada

Em termos absolutos, a mudança é expressiva porque acrescenta 19 mulheres à Câmara. Em termos proporcionais, porém, a bancada feminina continuará restrita a pouco mais de um quinto das cadeiras. As duas informações são necessárias para compreender o alcance do resultado eleitoral.

Considerar apenas o aumento no número de deputadas mostraria a expansão da bancada, mas deixaria de registrar que os homens continuarão ocupando a maioria das vagas. Observar somente a predominância masculina, por outro lado, não refletiria o crescimento de 21,1% em relação à legislatura atual.

A composição eleita reúne esses dois aspectos. A Câmara terá uma bancada feminina maior do que a atual e, ao mesmo tempo, continuará com maioria masculina. O novo quadro será formado por 109 deputadas em um universo de 513 parlamentares.

O que permanece e o que muda

O que muda é o tamanho da bancada feminina: de 90 para 109 deputadas. O que permanece é a condição minoritária das mulheres no plenário. A diferença entre os dois cenários está na quantidade de cadeiras ocupadas por deputadas, não na predominância masculina da Câmara.

A eleição de 2022, assim, amplia a presença feminina na Casa e acrescenta novas representantes ao grupo que participará da próxima legislatura. O resultado não altera, porém, a estrutura geral de distribuição das vagas: os homens continuarão reunindo a maior parte das cadeiras.

Os números permitem resumir a mudança. Serão 19 deputadas a mais, crescimento de 21,1% da bancada feminina e participação de aproximadamente 21,2% no total de 513 cadeiras. Esses dados definem o novo patamar da representação feminina na Câmara após a eleição de 2022.