Os cuidados com crianças durante a seca em Brasília devem ser reforçados. A baixa umidade do ar e as temperaturas elevadas podem aumentar a perda de líquidos, ressecar a pele e as mucosas e agravar sintomas respiratórios. Bebês e crianças estão entre os grupos mais vulneráveis, segundo orientações do Hospital Universitário de Brasília.
Durante o período seco, os responsáveis devem observar o comportamento da criança, oferecer líquidos de forma regular e adaptar a rotina para reduzir a exposição ao calor e ao ar mais seco.
Hidratação deve ser frequente
Crianças que já consomem água devem receber líquidos ao longo do dia, sem esperar que manifestem sede. A água deve ser a principal opção. Frutas e refeições leves também podem fazer parte da alimentação, conforme a idade e a rotina da criança.
Para bebês com menos de 6 meses em aleitamento materno exclusivo, o Ministério da Saúde recomenda oferecer apenas leite materno, sem água, chás ou sucos, mesmo em dias quentes e secos. Nessa fase, o bebê pode mamar com maior frequência. A orientação está disponível na página de aleitamento materno do Ministério da Saúde.
Proteção contra calor e baixa umidade
Atividades ao ar livre devem ser priorizadas nos horários de menor calor. Entre 10h e 16h, a combinação de temperatura elevada, sol e umidade baixa tende a ser mais desconfortável e pode aumentar o risco de mal-estar. Quando possível, a criança deve permanecer em locais frescos, cobertos e ventilados.
Roupas leves e de cores claras ajudam no conforto térmico. Também é importante proteger a pele do sol com medidas adequadas à idade, como sombra, roupas apropriadas e uso de protetor solar conforme a orientação do fabricante e do pediatra.
Pele, nariz e olhos exigem atenção
O tempo seco pode provocar ressecamento da pele, dos lábios e das mucosas. Banhos muito quentes e demorados podem piorar o ressecamento. Para a pele, pode ser utilizado hidratante adequado à faixa etária, especialmente após o banho.
O soro fisiológico a 0,9% pode ajudar a aliviar o ressecamento nasal, desde que utilizado corretamente. Em caso de dúvida sobre produtos, frequência ou sintomas persistentes, a família deve buscar orientação em uma Unidade Básica de Saúde.
Umidificadores, recipientes com água ou toalhas úmidas podem aumentar a umidade do ambiente, mas os aparelhos precisam ser higienizados regularmente. O excesso de umidade e a falta de limpeza podem favorecer fungos e bactérias.
Fumaça e atividades físicas
Queimadas, poeira e poluição podem piorar a qualidade do ar durante a seca. Se houver fumaça ou névoa seca, é recomendável reduzir a permanência da criança em áreas externas e evitar exercícios intensos ao ar livre. Crianças com asma, rinite ou outras doenças respiratórias precisam seguir o plano de tratamento indicado pelo profissional de saúde.
Quando procurar atendimento
Redução importante da urina, urina escura, boca seca, ausência de lágrimas, irritabilidade, sonolência excessiva, dificuldade para mamar ou pouca disposição podem indicar desidratação. Dificuldade para respirar, chiado, dor no peito, febre persistente e sangramento nasal frequente também exigem avaliação.
Em caso de sintomas, procure a UBS de referência. Situações urgentes podem ser atendidas em uma Unidade de Pronto Atendimento. Em emergências, o Samu pode ser acionado pelo telefone 192.