Equipe Multidisciplinar dos 3.º e 6.º Juizados Maria da Penha do TJAM falou sobre formas de violência digital a estudantes.
O Tribunal de Justiça do Amazonas levou, na manhã desta terça-feira (18/8), uma ação educativa à Escola Municipal Maria Raimunda Marques Brasil, no Mauazinho, zona Leste de Manaus. A atividade integrou o Projeto Maria vai à Escola, que faz parte da programação da 33.ª Semana Justiça pela Paz em Casa, e tratou de violência digital, incluindo cyberbullying, cyberstalking, pornografia de vingança e flaming.
Temas e objetivo da atividade
A proposta da equipe multidisciplinar dos 3.º e 6.º Juizados Maria da Penha, segundo a assistente social Rafaela Pereira Ramos, foi promover reflexão entre os estudantes sobre riscos e consequências da violência digital entre adolescentes. Rafaela explicou que casos de exposição de conteúdo íntimo após o fim de relacionamentos configuram pornografia de vingança e que atos praticados no ambiente virtual podem gerar penalidades e responsabilidades, assim como no mundo físico.
Participaram da ação, além de Rafaela Pereira Ramos, as estagiárias de Serviço Social Yasmin Aguiar e as estagiárias de Psicologia Sahra Gwenever e Emanuele Silva. A equipe abordou ainda relacionamentos abusivos, a incitação à violência contra a mulher em letras de música, sinais de alerta em relações tóxicas e orientações sobre como romper um relacionamento abusivo.
Recepção dos estudantes e dinâmica aplicada
Alunos participaram de um quiz em duplas para verificar a compreensão do conteúdo. A estudante Ana Beatriz, de 12 anos e cursando o 7.º ano, afirmou: “Esse assunto do bullying digital tem que ser discutido e mais comentado nas escolas para que todos saibam mais. Aqui na escola há casos assim, onde alunos desrespeitam outros pela internet. A atividade foi muito interessante para mostrar sobre as mulheres que vêm sofrendo violência doméstica e formas de se proteger”.
Daniele Albuquerque, de 14 anos e aluna do 9.º ano, defendeu a ampliação das ações: “É preciso discutir esse assunto em locais públicos e privados. Em qualquer lugar. E também acho que deve haver mais mulheres na política pois, quanto mais isso ocorrer, mais vamos poder enfrentar o problema e seremos reconhecidas”.
A assistente social Rafaela Ramos explicou: “A Internet não é terra sem lei. Nas situações em que há relacionamento íntimo e afetivo com alguém, e uma vez que esse relacionamento termina, a pessoa vai lá e começa a prática de cyberbullying, ou da chamada ‘pornografia de vingança’, que é espalhar vídeos íntimos ou fotos íntimas da namorada como forma de se vingar porque ela colocou um fim no relacionamento. E acha que vai sair ileso dessa situação. Isso pode gerar penalidades como o que é feito aqui fora, no mundo real. O que é cometido no âmbito digital também gera penalidades e responsabilidades”.
Parcerias e avaliação da escola
A ação contou com apoio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc/AM), conforme informado pelos organizadores, o que reforça a importância de parcerias interinstitucionais para iniciativas desse tipo. Wellington Miranda Mesquita, gestor da Escola Municipal Maria Raimunda Marques Brasil, avaliou a atividade como positiva para a comunidade escolar e confirmou que a escola está aberta a novas parcerias com o Tribunal de Justiça do Amazonas.
Créditos e contato: a matéria foi produzida pela Assessoria de Comunicação Social do TJAM; fotos por Marcus Phillipe e texto por Paulo André Nunes. Para informações, a assessoria indica o e-mail divulgacao@tjam.jus.br e os telefones (92) 99316-0660 | 2129-6771.
Assuntos nesse artigo:
#violenciadigital, #cyberbullying, #cyberstalking, #pornografiadevinganca, #flaming, #semanajusticapelapazemcasa, #projetomariavaaescola, #tribunaldejusticadoamazonas, #juizadosmariadapenha, #escolamariaraimundamarquesbrasil, #mauazinho, #zonaleste, #manaus, #violencianonamoro, #relacionamentosabusivos, #desigualdadedegenero, #seducam, #quiz, #orientacoescolar, #educacao
Publicado em: 18/08/2026 às 18:55

