sábado, 12 de setembro de 2026
TJAM

Ação educativa em Codajás aborda capacitismo, assédio e discriminação nas escolas e comunidades

codajas

Com o tema “Onde tem inclusão, não tem assédio”, estudantes e professores receberam palestras e orientações sobre capacitismo.

O Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11), em parceria com o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), realizou no dia 10 de setembro, no Ceti José de Araújo Rodrigues, em Codajás (a cerca de 240 quilômetros de Manaus), uma ação educativa voltada ao combate ao assédio, à discriminação e ao capacitismo. Estudantes do ensino médio, professores e gestores escolares participaram de palestras e receberam orientações para identificar, combater e denunciar práticas discriminatórias.

Parcerias e organização

A iniciativa foi a primeira de um ciclo de quatro eventos programados. Pelo TJAM, a atividade contou com a participação da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão, presidida pela desembargadora Onilza Abreu Gerth, que designou representantes da comissão e da Divisão de Inclusão, Acessibilidade e Sustentabilidade para integrar a programação em Codajás.

“Fizemos questão de estarmos irmanados ao TRT-11 neste importante trabalho educativo e de esclarecimento, que teve como foco a comunidade estudantil e docente do município de Codajás. Reputamos como necessária e urgente a realização de campanhas de sensibilização como esta, que tem como efeito prático o esclarecimento sobre o tema e a formação de disseminadores. Dessa forma, com um trabalho de base voltado especialmente para os jovens e educadores, podemos contribuir para que tenhamos cidadãos cada vez mais inclusivos, esclarecidos e socialmente responsáveis com seus semelhantes”, destacou a desembargadora Onilza Abreu Gerth.

Palestras e conteúdos

A ação contou com a colaboração da Defensoria Pública Estadual (DPE-AM) e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Codajás e incluiu três palestras. O defensor público Thiago Torres Cordeiro abriu as atividades com a palestra “Capacitismo não é brincadeira: como identificar e combater o assédio e a discriminação na escola”.

Na sequência, a psicóloga e representante do Creas, Elianne Rocha Farias Aguiar, ministrou “Escola para todos: respeito, inclusão e o direito de ser diferente”. A juíza do Trabalho Sâmara Christina Souza Nogueira, titular da Vara do Trabalho de Coari e vice-coordenadora do Comitê de Acessibilidade do TRT-11, encerrou com a palestra “Inclusão começa comigo: atitudes anticapacitistas que transformam a escola”.

Ao final da programação, foi realizada uma rodada de perguntas e diálogo com o público, proporcionando espaço para reflexão, esclarecimento de dúvidas e troca de experiências.

A atividade contou ainda com a presença dos servidores do Tribunal de Justiça do Amazonas Camila Fróes Barros e Ivan George Cheik Furtado e buscou reforçar o compromisso das instituições participantes com a construção de ambientes escolares mais inclusivos, acessíveis e livres de preconceito, discriminação e capacitismo.

A ação é a primeira etapa de um ciclo de quatro eventos com foco na sensibilização e na formação de multiplicadores entre jovens e educadores.

A foto que registra a atividade mostra um momento de interação no Ceti José de Araújo Rodrigues, com entrega de material informativo sobre atitudes anticapacitistas e combate ao assédio e à discriminação.

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