TJAM desenvolve Arandu Gabinete para agilizar análise processual e elaboração de minutas nos gabinetes do segundo grau

Ferramenta de inteligência artificial apoiará a organização, classificação e proposta de minutas nos gabinetes do segundo grau.

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) anunciou o desenvolvimento da ferramenta Arandu Gabinete para apoiar atividades nos gabinetes de desembargadores do segundo grau. Segundo o Comitê de Governança de Inteligência Artificial (CGIA), presidido pela desembargadora Vânia Marques Marinho e originada por iniciativa do gabinete do desembargador Cezar Bandiera, a solução visa acelerar etapas de análise processual e a elaboração de minutas, mantendo o magistrado como responsável pela decisão.

Como funciona a ferramenta

Conforme o CGIA, a aplicação atuará nas etapas repetitivas do fluxo de trabalho: organização e classificação de documentos processuais, produção de uma análise estruturada do conteúdo e geração de proposta de minuta para revisão pelo gabinete. A tecnologia adota o modelo Human-in-the-Loop, no qual a inteligência artificial funciona como instrumento de apoio, enquanto supervisão, validação e decisão continuam sob responsabilidade humana.

A solução não profere decisões de forma autônoma, não substitui magistrados nem assessores, e toda minuta gerada deverá ser analisada, revisada e aprovada antes de qualquer utilização oficial.

Adaptação a cada gabinete

A equipe de desenvolvimento afirma que um dos diferenciais é a capacidade de adaptação à realidade de cada unidade. Cada gabinete poderá manter seus próprios glossários, instruções, modelos de documentos e padrões de redação. Os gabinetes poderão editar, pela interface da aplicação, as orientações usadas pela inteligência artificial, sem depender de alterações por equipes técnicas.

Além disso, será usado um glossário de classes processuais como fonte controlada de informação. As classificações sugeridas pela inteligência artificial ficarão vinculadas ao vocabulário definido pelo gabinete, o que, segundo a equipe, contribui para aumentar a precisão das respostas e reduzir gerações inadequadas ou incompatíveis com o contexto processual.

Impactos previstos

Entre os impactos esperados estão redução do tempo necessário para a leitura inicial dos documentos e para a preparação de minutas, melhoria na organização das informações processuais e maior uniformidade na produção dos documentos. Atividades que poderiam demandar horas de trabalho poderão ter etapas preliminares executadas em minutos, permitindo que magistrados e assessores concentrem-se na análise jurídica e nos aspectos complexos de cada processo.

A ferramenta também poderá facilitar a integração de novos assessores, porque vocabulário, modelos e orientações de cada gabinete estarão registrados na aplicação, tornando o processo de adaptação mais rápido e estruturado.

Participação e projeto-piloto

Os gabinetes do segundo grau do TJAM interessados em conhecer detalhadamente a ferramenta ou participar do projeto-piloto devem encaminhar requerimento, via sistema SEI, ao Comitê de Governança de Inteligência Artificial (CGIA).

Na imagem que ilustra a matéria, uma arte gráfica associa o Judiciário às novas tecnologias. A imagem, meramente ilustrativa, mostra a mão de uma pessoa apontando para a representação de uma tela com vários símbolos, com destaque à balança da justiça. #PraTodosVerem

Afonso Júnior

Imagem: Divulgação Shutterstock

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL | TJAM

divulgacao@tjam.jus.br

(92) 99316-0660 | 2129-6771

Assuntos nesse artigo:
#arandu_gabinete, #inteligenciaartificial, #tjam, #tribunaldejusticadoamazonas, #comitedegovernancadeinteligenciaartificial, #cgia, #vaniamarquesmarinho, #cezarbandiera, #desembargadores, #segundograu, #minutas, #gabinetes, #glossarios, #vocabulario, #classesprocessuais, #humanintheloop, #automacao, #integracao, #assessores, #projetopiloto


Publicado em: 10/07/2026 às 18:31
Categoria(s): TJAM